Estive caminhando. Com fé. Com fé. Passos firmes e apressados. Chegando lá, não sabia o que encontrar, nunca se sabe. E como sempre, me surpreendi.
Era uma sala totalmente sem janelas, ou melhor, é. Estava cheia demais, um pouco sufocante.
Gosto do bairro, Tijuca, bom. Pessoas bonitas, parecem felizes.
Dá pra passear pela rua com muito orgulho de ser eu, com meus cabelos loiros e olhares alheios. Uns dizem que eu pareço "zen" ou hippie. Outros que meu papo é de gente adulta. O importante é a cerveja, a música, os beijos e a diversão. Estarei lá para isso. Ultimo ano, é... ultimo ano. A impressão que dá é que essa vida ainda nem começou.
Fecho os olhos e vejo um horizonte muito bonito. Natural. Cada vez mais próximo. Mais encantador.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Porcelana
Não me preocupo quando sei que tudo vai passar. Essa hora, esse lugar, o cheiro, o gosto. Em nem todos os momentos da minha vida eu pude controlar os meus instintos e fazer como tinha de ser feito. E mesmo assim, muita coisa mudou, mas muita coisa ficou do mesmo jeito. Algumas pessoas me olham e vêem o que querem ver, outras podem ver algo parecido com o que sou, mas raras conseguem ver o que eu quero que elas vejam: o meu melhor. Portanto, não posso perder tempo pensando no que eu fiz de errado. O certo as vezes nem e o melhor caminho. Faz tempo que eu sou a minha própria boneca; todo dia me visto e me olho diferente. Mudo de objetivo e de sabor. De 500 em uma, ainda sou uma boneca de porcelana. Totalmente quebravel.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Aquarela
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo… Além de iluminados, cabelos ao vento. Não há nada melhor. Os fios se entrelaçam, embolam e desembolam sendo moldados apenas por ele, o vento; Símbolo de liberdade, do volúvel, do mutável.
Esses passos estão soando devagar, mas com cinco ou seis deles, posso chegar ao castelo. Sem pressa, forte como um touro ou quase, sorrindo e acenando sem esquecer de carregar verdade. Sem perder a naturalidade, a nobre alma.
Uma luva para tomar medidas passageiras e depois me livrar facilmente delas. E mesmo se chover, que eu possa fugir de qualquer tempestade.
De um dia pro outro, o surgimento de um novo jeito, uma nova opinião. Num pinguinho de tinta, não preciso de pinceis, com as mãos posso deixar a tela virar filme, e mais que isso, ser espetáculo. De um instante para o outro ir e voltar no tempo; É certo que guardei todas as emoções dentro de uma caixa que pode ser aberta só para controlar tantas lembranças. De tempos bons, de tempos ruins.
Depois da imensa curva fica um sonho, uma placa verde diz “Siga e nunca pare”. Nunca parar de acreditar no amanhã. Há tanto céu e mar num beijo azul.
A margarida se metamorfoseou e ficou grande como uma gérbera, ficou ainda maior aquele antigo coração que batia forte.
Esse olhar, tudo em volta colorindo, sabe dizer sim ou não e até mesmo querendo dizer “eu te amo” aprendeu cedo à dizer “adeus”.
Sentando ali sei tratar dos bons amigos bebendo de bem com a vida. Num sorriso de “dentes-diamante”, simpatia parece ser um lema que não foi programado por mim.
Giro um simples compasso e num circulo eu faço o mundo.
Sou fiel ao medo que senti, vou saber a hora de chegar, doar e receber, depois partir. Usar além de bonitas, palavras que possam expressar o que há do lado de cá, de quem fala. Convivendo, sou capaz de convidar a rir ou chorar.
Num dia comum dormir e descansar. Escrever para me presentear. Olhei no espelho e vi: além de iluminados, cabelos ao vento numa linda passarela de uma aquerela repleta de estrelas, amor e poesia. Magia. Não há nada melhor. Nunca haverá.
Esses passos estão soando devagar, mas com cinco ou seis deles, posso chegar ao castelo. Sem pressa, forte como um touro ou quase, sorrindo e acenando sem esquecer de carregar verdade. Sem perder a naturalidade, a nobre alma.
Uma luva para tomar medidas passageiras e depois me livrar facilmente delas. E mesmo se chover, que eu possa fugir de qualquer tempestade.
De um dia pro outro, o surgimento de um novo jeito, uma nova opinião. Num pinguinho de tinta, não preciso de pinceis, com as mãos posso deixar a tela virar filme, e mais que isso, ser espetáculo. De um instante para o outro ir e voltar no tempo; É certo que guardei todas as emoções dentro de uma caixa que pode ser aberta só para controlar tantas lembranças. De tempos bons, de tempos ruins.
Depois da imensa curva fica um sonho, uma placa verde diz “Siga e nunca pare”. Nunca parar de acreditar no amanhã. Há tanto céu e mar num beijo azul.
A margarida se metamorfoseou e ficou grande como uma gérbera, ficou ainda maior aquele antigo coração que batia forte.
Esse olhar, tudo em volta colorindo, sabe dizer sim ou não e até mesmo querendo dizer “eu te amo” aprendeu cedo à dizer “adeus”.
Sentando ali sei tratar dos bons amigos bebendo de bem com a vida. Num sorriso de “dentes-diamante”, simpatia parece ser um lema que não foi programado por mim.
Giro um simples compasso e num circulo eu faço o mundo.
Sou fiel ao medo que senti, vou saber a hora de chegar, doar e receber, depois partir. Usar além de bonitas, palavras que possam expressar o que há do lado de cá, de quem fala. Convivendo, sou capaz de convidar a rir ou chorar.
Num dia comum dormir e descansar. Escrever para me presentear. Olhei no espelho e vi: além de iluminados, cabelos ao vento numa linda passarela de uma aquerela repleta de estrelas, amor e poesia. Magia. Não há nada melhor. Nunca haverá.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Mais do que qualquer um.
Por onde eu estive todo esse tempo?
Acho que sentada exatamente aqui, neste lugar, mastigando alguma coisa e ouvindo músicas que me distraíssem de tudo.
E eu realmente não preciso me alienar tanto.
Eu tenho sorte; Simpatia, graça, inteligência e caráter. Sou uma boa bebedora, boa amiga, companhia. E um pouco aquém sou também uma boa influência.
Mas já estou cansada de descrever injeções de auto-estima, gostaria de escrever algo mais poético só que pra mim mesma. Eu mereço. Mais do que qualquer um.
Acho que sentada exatamente aqui, neste lugar, mastigando alguma coisa e ouvindo músicas que me distraíssem de tudo.
E eu realmente não preciso me alienar tanto.
Eu tenho sorte; Simpatia, graça, inteligência e caráter. Sou uma boa bebedora, boa amiga, companhia. E um pouco aquém sou também uma boa influência.
Mas já estou cansada de descrever injeções de auto-estima, gostaria de escrever algo mais poético só que pra mim mesma. Eu mereço. Mais do que qualquer um.
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