Eu queria te dizer, que depois de todo esse tempo, eu ainda te amo
E ainda amo seus passos pela minha casa, seu cheiro de quem acabou de sair do banho
Queria te dizer que eu ainda sinto o toque dos seus dedos, os seus apertos
Que eu nunca mais fui de ninguém como fui de você
Que eu ainda amo te esperar sentada no sofá, indo até a janela à cada cinco minutos.
E mesmo depois de todo esse tempo, eu imagino o que você iria dizer
E ainda simulo todo o discurso para quando você voltar, mas você não voltará
E dizer que eu sei que o passado não volta, e nem me sinto presa à ele,
Mas que respeito no fundo do meu peito,
Todas as lembranças que ainda afagam meus cabelos antes que eu caia no sono
E esse amor tão grande e generoso que eu senti por você.
Eu queria te dizer que um dos meus pedaços tem seu nome e assim permanecerá
Mesmo que os outros pedaços sejam marcados com os nomes de outras pessoas
Porque até o fim eu vou carregar todos os meus amores comigo
Todas as saudades que eu senti, todos os sorrisos que eu fiz brilhar
Eu queria te dizer que você será sempre o nome nº 1.
Eu queria te dizer, eu ainda te amo.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Geo
Estive caminhando. Com fé. Com fé. Passos firmes e apressados. Chegando lá, não sabia o que encontrar, nunca se sabe. E como sempre, me surpreendi.
Era uma sala totalmente sem janelas, ou melhor, é. Estava cheia demais, um pouco sufocante.
Gosto do bairro, Tijuca, bom. Pessoas bonitas, parecem felizes.
Dá pra passear pela rua com muito orgulho de ser eu, com meus cabelos loiros e olhares alheios. Uns dizem que eu pareço "zen" ou hippie. Outros que meu papo é de gente adulta. O importante é a cerveja, a música, os beijos e a diversão. Estarei lá para isso. Ultimo ano, é... ultimo ano. A impressão que dá é que essa vida ainda nem começou.
Fecho os olhos e vejo um horizonte muito bonito. Natural. Cada vez mais próximo. Mais encantador.
Era uma sala totalmente sem janelas, ou melhor, é. Estava cheia demais, um pouco sufocante.
Gosto do bairro, Tijuca, bom. Pessoas bonitas, parecem felizes.
Dá pra passear pela rua com muito orgulho de ser eu, com meus cabelos loiros e olhares alheios. Uns dizem que eu pareço "zen" ou hippie. Outros que meu papo é de gente adulta. O importante é a cerveja, a música, os beijos e a diversão. Estarei lá para isso. Ultimo ano, é... ultimo ano. A impressão que dá é que essa vida ainda nem começou.
Fecho os olhos e vejo um horizonte muito bonito. Natural. Cada vez mais próximo. Mais encantador.
Porcelana
Não me preocupo quando sei que tudo vai passar. Essa hora, esse lugar, o cheiro, o gosto. Em nem todos os momentos da minha vida eu pude controlar os meus instintos e fazer como tinha de ser feito. E mesmo assim, muita coisa mudou, mas muita coisa ficou do mesmo jeito. Algumas pessoas me olham e vêem o que querem ver, outras podem ver algo parecido com o que sou, mas raras conseguem ver o que eu quero que elas vejam: o meu melhor. Portanto, não posso perder tempo pensando no que eu fiz de errado. O certo as vezes nem e o melhor caminho. Faz tempo que eu sou a minha própria boneca; todo dia me visto e me olho diferente. Mudo de objetivo e de sabor. De 500 em uma, ainda sou uma boneca de porcelana. Totalmente quebravel.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Aquarela
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo… Além de iluminados, cabelos ao vento. Não há nada melhor. Os fios se entrelaçam, embolam e desembolam sendo moldados apenas por ele, o vento; Símbolo de liberdade, do volúvel, do mutável.
Esses passos estão soando devagar, mas com cinco ou seis deles, posso chegar ao castelo. Sem pressa, forte como um touro ou quase, sorrindo e acenando sem esquecer de carregar verdade. Sem perder a naturalidade, a nobre alma.
Uma luva para tomar medidas passageiras e depois me livrar facilmente delas. E mesmo se chover, que eu possa fugir de qualquer tempestade.
De um dia pro outro, o surgimento de um novo jeito, uma nova opinião. Num pinguinho de tinta, não preciso de pinceis, com as mãos posso deixar a tela virar filme, e mais que isso, ser espetáculo. De um instante para o outro ir e voltar no tempo; É certo que guardei todas as emoções dentro de uma caixa que pode ser aberta só para controlar tantas lembranças. De tempos bons, de tempos ruins.
Depois da imensa curva fica um sonho, uma placa verde diz “Siga e nunca pare”. Nunca parar de acreditar no amanhã. Há tanto céu e mar num beijo azul.
A margarida se metamorfoseou e ficou grande como uma gérbera, ficou ainda maior aquele antigo coração que batia forte.
Esse olhar, tudo em volta colorindo, sabe dizer sim ou não e até mesmo querendo dizer “eu te amo” aprendeu cedo à dizer “adeus”.
Sentando ali sei tratar dos bons amigos bebendo de bem com a vida. Num sorriso de “dentes-diamante”, simpatia parece ser um lema que não foi programado por mim.
Giro um simples compasso e num circulo eu faço o mundo.
Sou fiel ao medo que senti, vou saber a hora de chegar, doar e receber, depois partir. Usar além de bonitas, palavras que possam expressar o que há do lado de cá, de quem fala. Convivendo, sou capaz de convidar a rir ou chorar.
Num dia comum dormir e descansar. Escrever para me presentear. Olhei no espelho e vi: além de iluminados, cabelos ao vento numa linda passarela de uma aquerela repleta de estrelas, amor e poesia. Magia. Não há nada melhor. Nunca haverá.
Esses passos estão soando devagar, mas com cinco ou seis deles, posso chegar ao castelo. Sem pressa, forte como um touro ou quase, sorrindo e acenando sem esquecer de carregar verdade. Sem perder a naturalidade, a nobre alma.
Uma luva para tomar medidas passageiras e depois me livrar facilmente delas. E mesmo se chover, que eu possa fugir de qualquer tempestade.
De um dia pro outro, o surgimento de um novo jeito, uma nova opinião. Num pinguinho de tinta, não preciso de pinceis, com as mãos posso deixar a tela virar filme, e mais que isso, ser espetáculo. De um instante para o outro ir e voltar no tempo; É certo que guardei todas as emoções dentro de uma caixa que pode ser aberta só para controlar tantas lembranças. De tempos bons, de tempos ruins.
Depois da imensa curva fica um sonho, uma placa verde diz “Siga e nunca pare”. Nunca parar de acreditar no amanhã. Há tanto céu e mar num beijo azul.
A margarida se metamorfoseou e ficou grande como uma gérbera, ficou ainda maior aquele antigo coração que batia forte.
Esse olhar, tudo em volta colorindo, sabe dizer sim ou não e até mesmo querendo dizer “eu te amo” aprendeu cedo à dizer “adeus”.
Sentando ali sei tratar dos bons amigos bebendo de bem com a vida. Num sorriso de “dentes-diamante”, simpatia parece ser um lema que não foi programado por mim.
Giro um simples compasso e num circulo eu faço o mundo.
Sou fiel ao medo que senti, vou saber a hora de chegar, doar e receber, depois partir. Usar além de bonitas, palavras que possam expressar o que há do lado de cá, de quem fala. Convivendo, sou capaz de convidar a rir ou chorar.
Num dia comum dormir e descansar. Escrever para me presentear. Olhei no espelho e vi: além de iluminados, cabelos ao vento numa linda passarela de uma aquerela repleta de estrelas, amor e poesia. Magia. Não há nada melhor. Nunca haverá.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Mais do que qualquer um.
Por onde eu estive todo esse tempo?
Acho que sentada exatamente aqui, neste lugar, mastigando alguma coisa e ouvindo músicas que me distraíssem de tudo.
E eu realmente não preciso me alienar tanto.
Eu tenho sorte; Simpatia, graça, inteligência e caráter. Sou uma boa bebedora, boa amiga, companhia. E um pouco aquém sou também uma boa influência.
Mas já estou cansada de descrever injeções de auto-estima, gostaria de escrever algo mais poético só que pra mim mesma. Eu mereço. Mais do que qualquer um.
Acho que sentada exatamente aqui, neste lugar, mastigando alguma coisa e ouvindo músicas que me distraíssem de tudo.
E eu realmente não preciso me alienar tanto.
Eu tenho sorte; Simpatia, graça, inteligência e caráter. Sou uma boa bebedora, boa amiga, companhia. E um pouco aquém sou também uma boa influência.
Mas já estou cansada de descrever injeções de auto-estima, gostaria de escrever algo mais poético só que pra mim mesma. Eu mereço. Mais do que qualquer um.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Três anos em desabafos
se tudo foi a mais pura mentira
o que nos resta agora pra pensar?
tanta preocupação e tão pouca sensibilidade
não podemos voltar atrás
e apagar todas as brigas que não valeram a pena
nos tornamos tão ruins separados
nossos interesses estão tão mudados
vulgaridade, falta de limites, ambição e traição
e mais tantas outras coisas
que não fazem parte do contexto
não sei quem somos e nunca soube
sabemos de cór tudo que faltou para ser bom
não precisa fingir que superou
só admita que eu perdi meu tempo
pensando que você sofria me vendo chorar
o que nos resta agora pra pensar?
tanta preocupação e tão pouca sensibilidade
não podemos voltar atrás
e apagar todas as brigas que não valeram a pena
nos tornamos tão ruins separados
nossos interesses estão tão mudados
vulgaridade, falta de limites, ambição e traição
e mais tantas outras coisas
que não fazem parte do contexto
não sei quem somos e nunca soube
sabemos de cór tudo que faltou para ser bom
não precisa fingir que superou
só admita que eu perdi meu tempo
pensando que você sofria me vendo chorar
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Biologia prática
Tem coisas que não importam, ficaram para trás. Mas tem coisas que vão te cutucar até você resolver. Você resolve, se sente limpo, se sente enxuto. Se sente mais gente do que normalmente.
Eu não sei se deveria perdoar, me explicar. Eu não sei se deveria ter deixado a minha presença ali para ser percebida. Eu não sei o que isso pode mudar, o que pode contribuir; Ainda não sei. Relacionamentos amorosos nunca acabam mesmo, ficam lá, para que a sua memória te traga de volta e à qualquer momento o gosto de um beijo. Mas e quando não se trata disso? Quando se trata de uma grande amizade destruída em infinitos pedaços que viraram pó enquanto os dias iam se passando, enquanto algumas noites tinham estrelas e outras não tinham nem lua.
Crescemos, mudamos, renovamos as nossas energias tantas vezes e mesmo tantas vezes deixamos lá o que precisava ser dito, ser acertado.
E mesmo que pareça, isso tudo não é um drama , porque - Caros Amigos - nada na vida se trata de um drama, tudo se entende perfeitamente como dependente do ângulo, do ponto de vista, do prisma, do hemisfério, da circunstância, do que foi dito, visto, ou do que não foi dito nem visto. Dramas nunca existiram - Por isso tentem não chorar! -. Mas sempre existiram defeitos, acasos, mal entendidos, erros terríveis ou nem tanto, pessoas humanas e por fim, a matriz: Biologia prática - neurônios e suas substâncias. Eu não sei o que se passa do lado de lá e eles não sabem o que se passa do lado de cá. Está tudo muito bem guardado.
Respeito todas essas evidências. Assim como respeito um abraço que quer ser dado, mas também um outro, que não sabe se deve enfim correr ou simplesmente ficar aonde está e sempre esteve. Afinal é só um abraço, algo tão inanimado.
Eu não sei se deveria perdoar, me explicar. Eu não sei se deveria ter deixado a minha presença ali para ser percebida. Eu não sei o que isso pode mudar, o que pode contribuir; Ainda não sei. Relacionamentos amorosos nunca acabam mesmo, ficam lá, para que a sua memória te traga de volta e à qualquer momento o gosto de um beijo. Mas e quando não se trata disso? Quando se trata de uma grande amizade destruída em infinitos pedaços que viraram pó enquanto os dias iam se passando, enquanto algumas noites tinham estrelas e outras não tinham nem lua.
Crescemos, mudamos, renovamos as nossas energias tantas vezes e mesmo tantas vezes deixamos lá o que precisava ser dito, ser acertado.
E mesmo que pareça, isso tudo não é um drama , porque - Caros Amigos - nada na vida se trata de um drama, tudo se entende perfeitamente como dependente do ângulo, do ponto de vista, do prisma, do hemisfério, da circunstância, do que foi dito, visto, ou do que não foi dito nem visto. Dramas nunca existiram - Por isso tentem não chorar! -. Mas sempre existiram defeitos, acasos, mal entendidos, erros terríveis ou nem tanto, pessoas humanas e por fim, a matriz: Biologia prática - neurônios e suas substâncias. Eu não sei o que se passa do lado de lá e eles não sabem o que se passa do lado de cá. Está tudo muito bem guardado.
Respeito todas essas evidências. Assim como respeito um abraço que quer ser dado, mas também um outro, que não sabe se deve enfim correr ou simplesmente ficar aonde está e sempre esteve. Afinal é só um abraço, algo tão inanimado.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Memórias x Maturidade
Perdi as memórias. Perdi. Mas que bom que ganhei outras mil coisas; Conversas, maturidade, beijos, amigos, lugares. Conquistei o mundo. Mas perdi as memórias que não queria perder. Mas precisava. Hoje tá tudo bem.
Vou à praia, como, tomo banho, falo alto e normalmente dou palpite e opinião em muitas coisas. Minhas opiniões são sempre fortes, críticas. Não me preocupo com o que alguém em especial vá pensar, não me preocupo em tentar mascarar o que eu penso e sinto, em não ser eu, em ser do jeito que querem que eu seja.
Um nascer do sol bonito e a tequila que há algumas horas descia quente na garganta. Risadas, esperança, juventude. Eu e tudo que eu idealizo todos os dias, cara à cara. Só falta o amor, mas aí a gente deixa pra depois.
Vou à praia, como, tomo banho, falo alto e normalmente dou palpite e opinião em muitas coisas. Minhas opiniões são sempre fortes, críticas. Não me preocupo com o que alguém em especial vá pensar, não me preocupo em tentar mascarar o que eu penso e sinto, em não ser eu, em ser do jeito que querem que eu seja.
Um nascer do sol bonito e a tequila que há algumas horas descia quente na garganta. Risadas, esperança, juventude. Eu e tudo que eu idealizo todos os dias, cara à cara. Só falta o amor, mas aí a gente deixa pra depois.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
07 jan 11.
Eu precisava dar um tempo pra mim. Viver de teoria não dá; Nem de lembrança. Espero que eles me entendam, mas não espero que eles aceitem que foram deixados de lado por mim. Eu adoro aquele lugar, mas talvez eu esteja mesmo mais preocupada com bebidas, cigarros e fazer planos diários que quase nunca acontecem, mas quando acontecem me salvam do turbilhão dos meus pensamentos. Boas risadas, eu diria, boas risadas. A vida é uma comédia, eu sou uma comédia, as duas visões só dependem do prisma.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Alfa de alta amplitude
Conseguir resistir e não fumar algum cigarro em casa, de tarde, sabendo que mais tarde, a noite, vou sair e fumar alguns deles.
Me encontro enfim em uma fase decisiva. Cinco meses para dezoito anos e quase nenhum pé no chão. Isso realmente me falta, tenho que admitir. Passo horas pensando em aspectos ciêntíficos, teoria da evolução, povos primitivos, fisica quantica, sexo e relacionamentos curtos. Estudo, nada; Trabalho, nada. Do futuro penso em filhos, marido, mas antes, viagens longas, me aculturando pelo mundo. Maravilha, é para isso que vim à este mundo.
Meu tédio é tão infinito, chega a parecer que nunca estou satisfeita. Sinto que para mim, tudo tem que estar sempre perfeito, agradável: Divertido e como nas cenas dos filmes. São raros os momentos que me sinto espontâneamente feliz. Porém, sou apaixonada por mim mesma. Minhas habilidades, inteligência, dotes artísticos, minha capacidade de amar com intensidade, de ver tudo com uma espectativa tão mais ampla que os outros. Quer me achar, me procure no Mundo das Idéias de Platão. Mas com certeza estarei ocupada por lá, me distraindo; Em alfa de alta amplitude.
O outro lado dessa persona é a minha insegurança: Inoportuna, sem hora pra chegar, pra ir embora, barulhenta e silenciosa ao mesmo tempo. Espelho, espelho meu, quanta contraditoriedade.
Estou aqui, no ano de 2011, mas já estive pior. Mais feia, mais magra, mais imatura do que hoje em dia. Não bebia, não virava as noites, não conhecia pessoas que me fizessem ter vontade de ir além. Estou bem de vida, apesar da displiscência nunca consegui me sair mal na escola. Mas muitos dos meus amigos não tem tido tempo pra mim, estão com seus namorados e namoradas, já eu não tenho um. Não me pergunte porque, pois nem eu sei.
O difícil de ser uma pessoa como eu é que as pessoas nunca acompanham o meu raciocínio, as minhas vontades exóticas, desejos implicitos, gostos, nem ao menos gostam da mesma música. As pessoas não conseguem te decifrar e você mesmo sabe que é indecifrável, imprevisível.
Logo ontem, sonhei com uma estrada e eu a percorria com uma bicicleta velha, mochila nas costas. Hoje, sonhei com a mesma estrada, mas eu a percorria com uma moto à quase duzentos por hora. E dessa vez eu levava toda a bagagem. Bagagem de uma vida inteira.
Me encontro enfim em uma fase decisiva. Cinco meses para dezoito anos e quase nenhum pé no chão. Isso realmente me falta, tenho que admitir. Passo horas pensando em aspectos ciêntíficos, teoria da evolução, povos primitivos, fisica quantica, sexo e relacionamentos curtos. Estudo, nada; Trabalho, nada. Do futuro penso em filhos, marido, mas antes, viagens longas, me aculturando pelo mundo. Maravilha, é para isso que vim à este mundo.
Meu tédio é tão infinito, chega a parecer que nunca estou satisfeita. Sinto que para mim, tudo tem que estar sempre perfeito, agradável: Divertido e como nas cenas dos filmes. São raros os momentos que me sinto espontâneamente feliz. Porém, sou apaixonada por mim mesma. Minhas habilidades, inteligência, dotes artísticos, minha capacidade de amar com intensidade, de ver tudo com uma espectativa tão mais ampla que os outros. Quer me achar, me procure no Mundo das Idéias de Platão. Mas com certeza estarei ocupada por lá, me distraindo; Em alfa de alta amplitude.
O outro lado dessa persona é a minha insegurança: Inoportuna, sem hora pra chegar, pra ir embora, barulhenta e silenciosa ao mesmo tempo. Espelho, espelho meu, quanta contraditoriedade.
Estou aqui, no ano de 2011, mas já estive pior. Mais feia, mais magra, mais imatura do que hoje em dia. Não bebia, não virava as noites, não conhecia pessoas que me fizessem ter vontade de ir além. Estou bem de vida, apesar da displiscência nunca consegui me sair mal na escola. Mas muitos dos meus amigos não tem tido tempo pra mim, estão com seus namorados e namoradas, já eu não tenho um. Não me pergunte porque, pois nem eu sei.
O difícil de ser uma pessoa como eu é que as pessoas nunca acompanham o meu raciocínio, as minhas vontades exóticas, desejos implicitos, gostos, nem ao menos gostam da mesma música. As pessoas não conseguem te decifrar e você mesmo sabe que é indecifrável, imprevisível.
Logo ontem, sonhei com uma estrada e eu a percorria com uma bicicleta velha, mochila nas costas. Hoje, sonhei com a mesma estrada, mas eu a percorria com uma moto à quase duzentos por hora. E dessa vez eu levava toda a bagagem. Bagagem de uma vida inteira.
Assinar:
Postagens (Atom)
