se tudo foi a mais pura mentira
o que nos resta agora pra pensar?
tanta preocupação e tão pouca sensibilidade
não podemos voltar atrás
e apagar todas as brigas que não valeram a pena
nos tornamos tão ruins separados
nossos interesses estão tão mudados
vulgaridade, falta de limites, ambição e traição
e mais tantas outras coisas
que não fazem parte do contexto
não sei quem somos e nunca soube
sabemos de cór tudo que faltou para ser bom
não precisa fingir que superou
só admita que eu perdi meu tempo
pensando que você sofria me vendo chorar
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Biologia prática
Tem coisas que não importam, ficaram para trás. Mas tem coisas que vão te cutucar até você resolver. Você resolve, se sente limpo, se sente enxuto. Se sente mais gente do que normalmente.
Eu não sei se deveria perdoar, me explicar. Eu não sei se deveria ter deixado a minha presença ali para ser percebida. Eu não sei o que isso pode mudar, o que pode contribuir; Ainda não sei. Relacionamentos amorosos nunca acabam mesmo, ficam lá, para que a sua memória te traga de volta e à qualquer momento o gosto de um beijo. Mas e quando não se trata disso? Quando se trata de uma grande amizade destruída em infinitos pedaços que viraram pó enquanto os dias iam se passando, enquanto algumas noites tinham estrelas e outras não tinham nem lua.
Crescemos, mudamos, renovamos as nossas energias tantas vezes e mesmo tantas vezes deixamos lá o que precisava ser dito, ser acertado.
E mesmo que pareça, isso tudo não é um drama , porque - Caros Amigos - nada na vida se trata de um drama, tudo se entende perfeitamente como dependente do ângulo, do ponto de vista, do prisma, do hemisfério, da circunstância, do que foi dito, visto, ou do que não foi dito nem visto. Dramas nunca existiram - Por isso tentem não chorar! -. Mas sempre existiram defeitos, acasos, mal entendidos, erros terríveis ou nem tanto, pessoas humanas e por fim, a matriz: Biologia prática - neurônios e suas substâncias. Eu não sei o que se passa do lado de lá e eles não sabem o que se passa do lado de cá. Está tudo muito bem guardado.
Respeito todas essas evidências. Assim como respeito um abraço que quer ser dado, mas também um outro, que não sabe se deve enfim correr ou simplesmente ficar aonde está e sempre esteve. Afinal é só um abraço, algo tão inanimado.
Eu não sei se deveria perdoar, me explicar. Eu não sei se deveria ter deixado a minha presença ali para ser percebida. Eu não sei o que isso pode mudar, o que pode contribuir; Ainda não sei. Relacionamentos amorosos nunca acabam mesmo, ficam lá, para que a sua memória te traga de volta e à qualquer momento o gosto de um beijo. Mas e quando não se trata disso? Quando se trata de uma grande amizade destruída em infinitos pedaços que viraram pó enquanto os dias iam se passando, enquanto algumas noites tinham estrelas e outras não tinham nem lua.
Crescemos, mudamos, renovamos as nossas energias tantas vezes e mesmo tantas vezes deixamos lá o que precisava ser dito, ser acertado.
E mesmo que pareça, isso tudo não é um drama , porque - Caros Amigos - nada na vida se trata de um drama, tudo se entende perfeitamente como dependente do ângulo, do ponto de vista, do prisma, do hemisfério, da circunstância, do que foi dito, visto, ou do que não foi dito nem visto. Dramas nunca existiram - Por isso tentem não chorar! -. Mas sempre existiram defeitos, acasos, mal entendidos, erros terríveis ou nem tanto, pessoas humanas e por fim, a matriz: Biologia prática - neurônios e suas substâncias. Eu não sei o que se passa do lado de lá e eles não sabem o que se passa do lado de cá. Está tudo muito bem guardado.
Respeito todas essas evidências. Assim como respeito um abraço que quer ser dado, mas também um outro, que não sabe se deve enfim correr ou simplesmente ficar aonde está e sempre esteve. Afinal é só um abraço, algo tão inanimado.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Memórias x Maturidade
Perdi as memórias. Perdi. Mas que bom que ganhei outras mil coisas; Conversas, maturidade, beijos, amigos, lugares. Conquistei o mundo. Mas perdi as memórias que não queria perder. Mas precisava. Hoje tá tudo bem.
Vou à praia, como, tomo banho, falo alto e normalmente dou palpite e opinião em muitas coisas. Minhas opiniões são sempre fortes, críticas. Não me preocupo com o que alguém em especial vá pensar, não me preocupo em tentar mascarar o que eu penso e sinto, em não ser eu, em ser do jeito que querem que eu seja.
Um nascer do sol bonito e a tequila que há algumas horas descia quente na garganta. Risadas, esperança, juventude. Eu e tudo que eu idealizo todos os dias, cara à cara. Só falta o amor, mas aí a gente deixa pra depois.
Vou à praia, como, tomo banho, falo alto e normalmente dou palpite e opinião em muitas coisas. Minhas opiniões são sempre fortes, críticas. Não me preocupo com o que alguém em especial vá pensar, não me preocupo em tentar mascarar o que eu penso e sinto, em não ser eu, em ser do jeito que querem que eu seja.
Um nascer do sol bonito e a tequila que há algumas horas descia quente na garganta. Risadas, esperança, juventude. Eu e tudo que eu idealizo todos os dias, cara à cara. Só falta o amor, mas aí a gente deixa pra depois.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
07 jan 11.
Eu precisava dar um tempo pra mim. Viver de teoria não dá; Nem de lembrança. Espero que eles me entendam, mas não espero que eles aceitem que foram deixados de lado por mim. Eu adoro aquele lugar, mas talvez eu esteja mesmo mais preocupada com bebidas, cigarros e fazer planos diários que quase nunca acontecem, mas quando acontecem me salvam do turbilhão dos meus pensamentos. Boas risadas, eu diria, boas risadas. A vida é uma comédia, eu sou uma comédia, as duas visões só dependem do prisma.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Alfa de alta amplitude
Conseguir resistir e não fumar algum cigarro em casa, de tarde, sabendo que mais tarde, a noite, vou sair e fumar alguns deles.
Me encontro enfim em uma fase decisiva. Cinco meses para dezoito anos e quase nenhum pé no chão. Isso realmente me falta, tenho que admitir. Passo horas pensando em aspectos ciêntíficos, teoria da evolução, povos primitivos, fisica quantica, sexo e relacionamentos curtos. Estudo, nada; Trabalho, nada. Do futuro penso em filhos, marido, mas antes, viagens longas, me aculturando pelo mundo. Maravilha, é para isso que vim à este mundo.
Meu tédio é tão infinito, chega a parecer que nunca estou satisfeita. Sinto que para mim, tudo tem que estar sempre perfeito, agradável: Divertido e como nas cenas dos filmes. São raros os momentos que me sinto espontâneamente feliz. Porém, sou apaixonada por mim mesma. Minhas habilidades, inteligência, dotes artísticos, minha capacidade de amar com intensidade, de ver tudo com uma espectativa tão mais ampla que os outros. Quer me achar, me procure no Mundo das Idéias de Platão. Mas com certeza estarei ocupada por lá, me distraindo; Em alfa de alta amplitude.
O outro lado dessa persona é a minha insegurança: Inoportuna, sem hora pra chegar, pra ir embora, barulhenta e silenciosa ao mesmo tempo. Espelho, espelho meu, quanta contraditoriedade.
Estou aqui, no ano de 2011, mas já estive pior. Mais feia, mais magra, mais imatura do que hoje em dia. Não bebia, não virava as noites, não conhecia pessoas que me fizessem ter vontade de ir além. Estou bem de vida, apesar da displiscência nunca consegui me sair mal na escola. Mas muitos dos meus amigos não tem tido tempo pra mim, estão com seus namorados e namoradas, já eu não tenho um. Não me pergunte porque, pois nem eu sei.
O difícil de ser uma pessoa como eu é que as pessoas nunca acompanham o meu raciocínio, as minhas vontades exóticas, desejos implicitos, gostos, nem ao menos gostam da mesma música. As pessoas não conseguem te decifrar e você mesmo sabe que é indecifrável, imprevisível.
Logo ontem, sonhei com uma estrada e eu a percorria com uma bicicleta velha, mochila nas costas. Hoje, sonhei com a mesma estrada, mas eu a percorria com uma moto à quase duzentos por hora. E dessa vez eu levava toda a bagagem. Bagagem de uma vida inteira.
Me encontro enfim em uma fase decisiva. Cinco meses para dezoito anos e quase nenhum pé no chão. Isso realmente me falta, tenho que admitir. Passo horas pensando em aspectos ciêntíficos, teoria da evolução, povos primitivos, fisica quantica, sexo e relacionamentos curtos. Estudo, nada; Trabalho, nada. Do futuro penso em filhos, marido, mas antes, viagens longas, me aculturando pelo mundo. Maravilha, é para isso que vim à este mundo.
Meu tédio é tão infinito, chega a parecer que nunca estou satisfeita. Sinto que para mim, tudo tem que estar sempre perfeito, agradável: Divertido e como nas cenas dos filmes. São raros os momentos que me sinto espontâneamente feliz. Porém, sou apaixonada por mim mesma. Minhas habilidades, inteligência, dotes artísticos, minha capacidade de amar com intensidade, de ver tudo com uma espectativa tão mais ampla que os outros. Quer me achar, me procure no Mundo das Idéias de Platão. Mas com certeza estarei ocupada por lá, me distraindo; Em alfa de alta amplitude.
O outro lado dessa persona é a minha insegurança: Inoportuna, sem hora pra chegar, pra ir embora, barulhenta e silenciosa ao mesmo tempo. Espelho, espelho meu, quanta contraditoriedade.
Estou aqui, no ano de 2011, mas já estive pior. Mais feia, mais magra, mais imatura do que hoje em dia. Não bebia, não virava as noites, não conhecia pessoas que me fizessem ter vontade de ir além. Estou bem de vida, apesar da displiscência nunca consegui me sair mal na escola. Mas muitos dos meus amigos não tem tido tempo pra mim, estão com seus namorados e namoradas, já eu não tenho um. Não me pergunte porque, pois nem eu sei.
O difícil de ser uma pessoa como eu é que as pessoas nunca acompanham o meu raciocínio, as minhas vontades exóticas, desejos implicitos, gostos, nem ao menos gostam da mesma música. As pessoas não conseguem te decifrar e você mesmo sabe que é indecifrável, imprevisível.
Logo ontem, sonhei com uma estrada e eu a percorria com uma bicicleta velha, mochila nas costas. Hoje, sonhei com a mesma estrada, mas eu a percorria com uma moto à quase duzentos por hora. E dessa vez eu levava toda a bagagem. Bagagem de uma vida inteira.
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