Tem coisas que não importam, ficaram para trás. Mas tem coisas que vão te cutucar até você resolver. Você resolve, se sente limpo, se sente enxuto. Se sente mais gente do que normalmente.
Eu não sei se deveria perdoar, me explicar. Eu não sei se deveria ter deixado a minha presença ali para ser percebida. Eu não sei o que isso pode mudar, o que pode contribuir; Ainda não sei. Relacionamentos amorosos nunca acabam mesmo, ficam lá, para que a sua memória te traga de volta e à qualquer momento o gosto de um beijo. Mas e quando não se trata disso? Quando se trata de uma grande amizade destruída em infinitos pedaços que viraram pó enquanto os dias iam se passando, enquanto algumas noites tinham estrelas e outras não tinham nem lua.
Crescemos, mudamos, renovamos as nossas energias tantas vezes e mesmo tantas vezes deixamos lá o que precisava ser dito, ser acertado.
E mesmo que pareça, isso tudo não é um drama , porque - Caros Amigos - nada na vida se trata de um drama, tudo se entende perfeitamente como dependente do ângulo, do ponto de vista, do prisma, do hemisfério, da circunstância, do que foi dito, visto, ou do que não foi dito nem visto. Dramas nunca existiram - Por isso tentem não chorar! -. Mas sempre existiram defeitos, acasos, mal entendidos, erros terríveis ou nem tanto, pessoas humanas e por fim, a matriz: Biologia prática - neurônios e suas substâncias. Eu não sei o que se passa do lado de lá e eles não sabem o que se passa do lado de cá. Está tudo muito bem guardado.
Respeito todas essas evidências. Assim como respeito um abraço que quer ser dado, mas também um outro, que não sabe se deve enfim correr ou simplesmente ficar aonde está e sempre esteve. Afinal é só um abraço, algo tão inanimado.
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